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DIREITO À COMUNICAÇÃO: UM MUNDO, MUITAS VOZES... "Hoje eu acordei com a sensação de que tudo aquilo que eu sei pode estar com data vencida." CRUZ, Ana. E... Feito de Luz. RJ: 2006, p.43. (satira.jornalista@yahoo.com.br) (satira_machado@yahoo.com.br)

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17 Novembro 2010

LANÇAMENTO PROJETO RS NEGRO

A Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social, o Grupo CEEE e a Fundação de Educação e Cultura do Internacional (Feci) têm a honra de convidar Vossa Senhoria para o Lançamento do Projeto RS Negro: Educando para a Diversidade, um kit composto por: 2ª Edição do Livro RS Negro: cartografias da produção do conhecimento, videodocumentário SOU, Revista RS Negro, Poster Book RS Negro, CD Rom de Aulas RS Negro e CD de Áudios Negro Grande, no dia 23 de novembro de 2010, às 19 horas, no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, na Rua dos Andradas, nº. 1223, Porto Alegre.

04 Abril 2010

RS investe mais de hum milhão na Igualdade Racial










A jornalista Sátira Machado, ex-titular da Coordenadoria Estadual das Políticas de Igualdade Racial do RS (Copir) e ex-conselheira do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (Codene), faz um balanço de sua gestão (2008-2010). www.sjds.rs.gov.br

Desde 1º de abril licenciada do cargo de servidora para concluir o doutorado, após dois anos à frente da Coordenadoria Estadual das Políticas de Igualdade Racial do RS (COPIR), órgão vinculado ao Departamento de Cidadania e Direitos Humanos da Secretaria Estadual da Justiça e do Desenvolvimento Social do RS, Sátira Machado encerra suas atividades contabilizando mais de hum milhão de reais investidos em políticas públicas de igualdade no Estado, repassados através dos projetos: RS Quilombola, RS Negro e Rede Parceria Social.

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Projeto RS QUILOMBOLA

















Quilombo dos Munhós,
em Lavras do Sul


Em 2009, em parceria com o Codene, a Emater e a Sulgás, a COPIR executou o projeto "Construindo Alternativas de Segurança Alimentar e Geração de Renda para as Comunidades Remanescentes de Quilombolas do RS", no valor de 200 mil reais para promover a inclusão produtiva de 764 famílias de 18 comunidades quilombolas de 12 municípios: Tavares, Mostardas, Palmares do Sul, Canguçu, Lavras do Sul, Aceguá, São Gabriel, Nova Palma, Cachoeira do Sul, São Lourenço do Sul, Pelotas e Porto Alegre.

Em janeiro de 2010, em parceria com o Codene, o Departamento Estadual de Assistência Social (DAS/RS), o Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS/RS) e os CRAS municipais, a COPIR ampliou o projeto repassando 90 mil reais para as prefeituras qualificarem o atendimento às famílias quilombolas de Tavares, Palmares do Sul, Canguçu, Lavras do Sul, Aceguá, São Gabriel, Nova Palma e Cachoeira do Sul.



















Capacitação de Gestores, em Porto Alegre

Em 2010, em parceria com o Codene, o DAS, o CEAS e os CRAS municipais, a COPIR estende o projeto e está em processo de repasse de mais 300 mil reais para as prefeituras atenderem 883 famílias de 30 comunidades quilombolas de 21 municípios: Alegrete, Sertão, Canguçu, Pedras Altas, Pelotas, São Lourenço do Sul, Mostardas, Porto Alegre, Canoas, Terra de Areia, Arroio do Tigre, Formigueiro, Rio Pardo, São Sepé, Viamão, Santana da Boa Vista, Santana do Livramento, Capivari do Sul, Muitos Capões, Rosário do Sul e Salto do Jacuí.

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Projeto RS NEGRO

Em 2008, em parceria com o Codene, o Arquivo Histórico do RS, o Memorial do RS, a EDIPUCRS e o Banrisul, a COPIR executou o projeto "RS Negro: cartografias sobre a produção do conhecimento", no valor de 30 mil reais, distribuindo 1.000 exemplares da obra para a implantação da Lei Federal 10.639/03, que inclui a "História e Cultura Afro-brasileira" no currículo escolar brasileiro.











Capa livro RS Negro

Em 2009, em parceria com o Cepi, o Arquivo Histórico do RS, o Memorial do RS, a EDIPUCRS e o Banrisul, a COPIR executou o projeto "RS Índio: cartografias sobre a produção do conhecimento", no valor de 30 mil reais, distribuindo 1.000 exemplares da obra para a implantação da Lei Federal 11.645/08, que inclui a “História e Cultura Indígena” no currículo escolar brasileiro.

Os livros RS Negro e RS Índio estão disponíveis em www.pucrs.br/edipucrs/ahrs/index.html na forma de e-book (http://www.pucrs.br/edipucrs/ahrs/rsnegro.pdf) (http://www.pucrs.br/edipucrs/ahrs/rsindio.pdf).

As Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) da Secretaria de Educação do RS receberam exemplares, nas nove regiões do Estado.

Em 2010, ampliando o projeto em parceria com o Codene, a Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional (Feci), a CEEE e a UERGS, a COPIR lança o projeto "RS NEGRO: educando para a diversidade", no valor de 225 mil reais, cuja ação prevê a distribuição de 1.000 kits multimídia (livro, CDs de audio e aulas, revista, vídeo e poster book) sobre o negro no RS.

















Cesardo Júlio Vignochi
, Presidente da Feci
Jorge Vieira da Cunha, Assessor da Feci

A capacitação para o kit será ministrada pela UERGS, universidade que está criando o NEABI - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas.











Professoras Leunice Oliveira, Maria da Graça Paiva e Maria Helena Santana reunidas com o Pró-Reitor de Extensão da Uergs, Júlio Bernandes na criação do NEABI.

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Projeto REDE PARCERIA SOCIAL

Em 2009, em parceria com o Codene, a Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional (Feci) e a Wal-Mart, a COPIR executou o projeto "Saci Colorado: incluindo a memória afro-brasileira" abrindo edital no valor de 150 mil reais para ações de valorização da história, memória e tradição dos afro-gaúchos, dentro do programa Rede Parceria Social do SJDS (www.sjds.rs.gov.br).

















Isabel Landin, presidente do Négo Foot Ball Club,
protagoniza projetos dos Clubes Sociais Negros na Rede

Na primeira edição foram contemplados os seguintes projetos:

Candances” da Associação Négo Foot Ball Club de Venâncio Aires;
Estilo África” da Horta Comunitária Joana de Ângelis de Novo Hamburgo;
Águia Agito, Resgate e Valorização” da Soc.Cultural e Beneficente União de Santa Cruz;
África Nação” da Educativa: Ação p/Saúde, Educação e Cidadania de Alvorada;
Projeto Movimento Circular” da Associação Madre Teresa de Jesus de POA;
Nganos: Memória de um Passado Presente” do Movimento Direitos da Criança e do Adolescente de POA;
Berimbalando Sonhos” da Associação Projeto Surfar de POA;
Anastácias - Guerreiras nas Redes Sociais” da Associação das Mulheres do Multiplicar de Canoas;
Diversidade e Negritude no Morro da Cruz” do Instituto Leonardo Murialdo de POA;
Campo da Cultura” da Associação Comunitária Campo da Tuca de POA.

Em abril de 2010, na segunda edição do projeto "Saci Colorado: incluindo a memória afro-brasileira", a Feci abre novo edital no valor de 200 mil reais, em parceria com a CEEE, para contemplar mais 10 projetos.

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20 DE NOVEMBRO

Em 2009, ampliando a redemocratização do Codene, foram realizadas, de forma inédita e decentralizada, a Abertura e o Encerramento oficiais das Comemorações do 20 de Novembro - Dia da Consciência Negra - no Estado do RS, realizadas pelo Codene e a Copir em parceria com a Casa Civil, Coordenadoria Estadual da Mulher, Escola de Saúde Pública, Prefeitura de Santana do Livramento, entre outros parceiros.















Batista Conceição, Vereador em Livramento
Lorensa Carrion, da Embaixada da África do Sul
Prefeito Wainer Machado, de Livramento

A ABERTURA aconteceu em âmbito internacional, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, nas cidades de Santana do Livramento e Rivera. O evento reuniu mais de 300 lideranças do poder público e da sociedade civil das cidades de Venâncio Aires, Lavras do Sul, Hulha Negra, Caçapava do Sul, Canoas, Palmares do Sul, Candiota, Viamão, Eldorado do Sul, Esteio, Bagé, Aceguá, São Leopoldo, Canguçu, Caxias do Sul, Porto Alegre, além da população da fronteira e da representação da Embaixada da África do Sul no BR, que homenageou Mandela.

















OAB de Santana do Livramento recebe
Liliana Cardoso, da CEM
Jaqueline Soares, da Secretaria Estadual de Saúde e
Marcelo Chaves, da Casa Civil do RS, durante evento do 20 de novembro

O ENCERRAMENTO foi marcado pelo 1º Desfile Temático do "20 de Novembro - Dia da Nacional da Consciência Negra" realizado no Brasil, por iniciativa do Presidente do Codene, Victor Hugo Amaro, também vice-presidente da Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre e do RS.


















Diretoria do Codene
Francisca Bueno
, da ACMUN
Victor Hugo Amaro, da AECPARS
Liliana Cardoso, da CEM
Lisiane Ferreira, da Sedac


O evento reuniu mais de 1.200 participantes dos municípios de Caçapava do Sul, Palmares do Sul, Mostardas, São Leopoldo, Canoas, Canguçu, Montenegro, Venâncio Aires, Santa Rosa, Santo Ângelo, Passo Fundo, Brasília e Porto Alegre, que dançaram ao som de samba enredo feito especialmente para a ocasião.




















Desfile Temático, com presença de Evandoir e Cristina da Liga da Canela Preta



IGUALDADE RACIAL


















Conferência Regional,
em Santa Rosa

Em 2009, cerca de mil lideranças do RS participaram de Conferências Regionais de Promoção da Igualdade Racial, realizando reflexões sobre políticas públicas para os afro-brasileiros, povos indígenas, populações ciganas e diálogo árabe, palestino e israelita no Brasil. As conferências aconteceram nas 9 Regiões do RS, nos municípios de Montenegro, Venâncio Aires, Caxias do Sul, Osório, Pelotas, Santana do Livramento, Santa Rosa, Santa Maria e Passo Fundo.















Rei e Rainha Ginga participaram da Conferência Regional em Osório

Reunindo delegados regionais, a II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial do RS aconteceu em Porto Alegre, com representantes do poder público e da sociedade civil que elegeram uma delegação gaúcha, cuja participação foi garantida na II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília, convocada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do Gabinete do Presidente da República.

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AGRADECIMENTOS

Aos AMIGOS, que nas horas difíceis, quando estava quase sem forças para prosseguir, me mostraram que o importante é erguer a cabeça, olhar para a frente e seguir avante, confiando e sendo perseverante.

ÀQUELES que serviram de obstáculo, somente àqueles que, com seus problemas e dores humanas, não foram amigos, mas que também passaram por mim, contribuindo com o meu crescimento pessoal. Meu respeito e minha compreensão.

Ao UNIVERSO, que me deu forças para mudar as coisas que podem ser mudadas, serenidade para aceitar aquelas que não pude mudar e sabedoria para perceber a diferença.















Obrigada,
Sátira Machado

Biografia - Sátira Machado nasceu em 04 de março de 1970. Neta de Rosa e Nelson Pereira - de Canguçú - e de Celso e Assumpção Machado - de Pelotas, cresceu entre os familiares no Clube Cultural Fica Ahi - clube social negro da região Sul do RS. Na década de 70, migrou com os pais Celso e Rosa para Caxias do Sul e depois para Porto Alegre, onde formou-se professora no Instituto de Educação, em 1988. Irmã de Ìcaro, Luren, Luana, mãe de Lucca e companheira de Sidnei, hoje vive em Viamão.

Na década de 90, graduou-se em jornalismo na Famecos/PUCRS tornando-se Mestre em Letras em 2000. Durante oito anos foi editora do Jornaleko, jornal infantil distribuído gratuitamente para as séries iniciais da rede de ensino gaúcha.

Em 2004, iniciou sua militância no movimento de mulheres negras na ACMUN, onde passou a integrar várias redes de controle social, culminando com a produção de diversos produtos de comunicação feitos em parceria com o militante Oliveira Silveira (
http://www.oliveirasilveira.blogspot.com/), principalmente para os Clubes Sociais Negros e a para a Liga da Canela Preta no RS.

Em 2006, foi uma das idealizadoras do Grupo de Pesquisa Educomunicação e Produção Cultural Afro-Brasileira (
www.pucrs.br/faced/educomafro) na Pucrs e coordenadora do Núcleo de Pesquisa das Etnias Africanas do Museu Antropológico do RS, onde escreveu o capítulo “Mulher Afro-Gaúcha: negritude à flor da pele” do livro Mulheres do Rio Grande do Sul: Diversidade – etnias indígena, espanhola, cigana, luso-açoriana e africana no RS (Disponível em http://www.sounegrasim.blogspot.com/).

No mesmo ano, ao adquirir o diploma de conselheira em Direitos Humanos junto à SEDH do Governo Federal, passa a integrar o grupo de implantação de ações do “PIM na Diversidade: quilombolas e indígenas”, no programa Primeira Infância Melhor (PIM) desenvolvido pela Unesco/ONU e a Secretaria Estadual da Saúde (
http://www.pim.saude.rs.gov.br/). Também passou a ser membro do Grupo de Pesquisa Mídia e Multiculturalismo da Unininos (http://www.midiaculturaecidadania.wordpress.com/).

Em 2008, aceitou o desafio de ser titular da Coordenadoria Estadual das Políticas de Igualdade Racial do RS (Copir) e conselheira do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do RS (Codene), à convite de Fernando Schüler, junto ao Departamento de Cidadania e Direitos Humanos da Secretaria de Justiça e do Desenvolvimento Social do RS.

Em abril de 2010, licenciou-se do cargo de servidora pública para concluir o Doutorado em Comunicação na Unisinos. No pós, sua pesquisa tem ênfase nas políticas públicas de comunicação para a promoção da igualdade.



09 Novembro 2009

Negros gaúchos e afro-uruguaios abrem as comemoração do “20 de novembro” no Sul

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Lideranças lotaram as galerias da Câmara de Livramento

Foi aberto oficialmente, o mês da Consciência Negra no Estado alusivo às comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), com âmbito internacional.

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Parque Internacional "Frontera de La Paz"

O evento aconteceu na fronteira entre Brasil e Uuguai, nas cidades de Santana do Livramento e Rivera, e reuniu mais de 300 lideranças do movimento negro gaúcho e do Uruguai, além da população da fronteira.

No dia 07 de novembro, conselheiros do Codene e gestores da Coordenação de DST/AIDS da Secretaria Estadual da Saúde, da Coordenadoria Estadual da Mulher, da Casa Civil, da Sulgas e da Coordenadoria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Copir) realizaram reuniões com gestores municipais para promover políticas públicas para os quilombolas e monitorar as ações em prol da saúde da população negra da região.

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Conselheiros e Gestores monitoram ações afirmativas


Dando continuidade a interiorização do Codene, que no último mês fez reunião na Jornada de Literatura de Passo Fundo, os conselheiros se reuniram na Casa do Advogado de Livramento. A pauta da reunião ordinária girou em torno da implementação da Lei 10.639/03, que inclui a “História e a Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar.

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Promotores de Justiça acolhem demandas do Codene

A matéria foi defendida pelo conselheiro do setor de Educação Afro da Secretaria Estadual de Educação, Prof. Edegar Barbosa. Participaram da reunião: educadores, jornalistas argentinos, representantes da prefeitura, da OAB e do movimento negro do Estado.

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Durante evento, município instituiu grupo gestor para implantar a Lei 10.639/03

Na noite de sábado, as delegações municipais foram convidadas para um jantar campeiro no CTG Princesa Isabel, fundado por negros da cidade, que contou com apresentações da invernada mirim.

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Na ocasição, a conselheira Liliana Cardoso do Codene, representante da Coordenadoria Estadual da Mulher, entregou ao patrão do CTG a obra "Prendas Gaúchas 39 anos".

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Em 2009, pela primeira vez uma mulher negra foi eleita Prenda Gaúcha do Estado

Após o jantar, as delegações se dirigiram para a sociedade centenária Clube Farroupilha, integrante do movimento clubista negro, onde aconteceu o Baile da Consciência Negra animado pela Banda Itinerante de Porto Alegre.

itinerante
Os convidados dançaram até o amanhecer

No dia 08 de novembro, ocorreu a partida de futebol festiva entre o Brasil e o Uruguai, disputadas pelos amigos da Liga da Canela Preta de POA, do Mundo Afro de Rivera e da fronteira.

liga

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O amistoso deu vantagem para o Uruguai, no jogo acirrado na sede da ABB de Livramento, premiado com troféu alusivo ao “20 de novembro” para os dois times.

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Devido as chuvas, a abertura oficial das comemorações no Estado foi transferida do Parque Internacional “Fronteira de La Paz” para a Câmara de Vereadores de Santana do Livramento, cujas galerias ficaram lotadas com o público presente. Presidida pelo Prefeito de Livramento, a mesa de abertura foi composta por autoridades do Mundo Afro de Rivera, da Câmara de Vereadores, do Movimento Social negro, do governo do estado do RS. Lorensa Carrion representou a Embaixada da África do Sul.

A Embaixada da África do Sul se fez presente e emocionou a platéia ao falar em Mandela.

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Se as autoridades gaúchas compreenderem o poder integrador do 20 de Novembro, as ações sociais conjuntas entre sociedade civil e governos poderão acelerar o desenvolvimento social do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o evento atingiu seu objetivo: dar visibilidade ao grande número de negros e de negras que esse estado possui”, destacou o presidente Victor Hugo Amaro, do Codene.

diretoria
Sátira Machado, da Copir
Victor Hugo, do Codene
Liliana Cardoso, da Coordenadoria da Mulher

A homenagem ao poeta gaúcho Oliveira Silveira, um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra, abriram as apresentações artísticas.

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Oliveira Silveira, in memorium

O grupo de dança “Clara Nunes”, dirigido por Serenita Melo do município de Caçapava do Sul, foi ovacionado por seu espetáculo que incluiu uma homenagem as mulheres negra gaúchas – heroínas farroupilhas representada por uma Anita Garibaldi negra, ao som da música de Marlene Pastro.

clara nunes
"Anita morena da pele macia
Amante de noite soldado de dia
Um filho no braço no outro um fuzil
Um filho no braço no outro um fuzil"

Aplaudida de pé foi a declamadora Liliana Cardoso, que interpretou “Quilombo do Morro Alto” ao som do violão do tradicionalista Gilbert Gisler, o “Xepa” de Livramento. Os hermanos do Mundo Afro de Rivera agradeceram a oportunidade de conhecer negros gaúchos de várias regiões do RS e presentearam a platéia com os sons dos tambores no show de Candombe.

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Mundo Afro de Rivera selou a amizade entre negros brasileiros e uruguaios

O samba de raiz invadiu Câmara com a apresentação de Cláudia Quadros e da Banda Itinerante, fazendo todos dançarem no parlamento. O encerramento ficou por conta das escolas de samba, quando os representantes dos municípios de Venâncio Aires, Lavras do Sul, Hulha Negra, Caçapava do Sul, Canoas, Palmares do Sul, Candiota, Viamão, Eldorado do Sul, Esteio, Bagé, Aceguá, São Leopoldo, Canguçu, Caxias do Sul e Porto Alegre iniciaram o retorno para as suas cidades. Muitos municípios enviaram mensagens de apoio ao evento, pois não puderam se deslocar para Livramento devido as fortes chuvas.

quadros
Cláudia Quadros e a Banda Itinerante

Durante o mês de novembro, vários municípios gaúchos terão ampla programação local para refletir sobre a realidade sócio-econômica e cultural dos afro-descendentes da diáspora. O encerramento das comemorações será no dia 29 de novembro, na capital, com um Desfile Temático em homenagem ao Dia da Consciência Negra, realizado em parceria com a Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul (AECPARS) e a Prefeitura de Porto Alegre.

AGRADECIMENTOS

O evento foi uma iniciativa do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (Codene) do DECIDH da SJDS, em parceria com a Coordenadoria Estadual das Políticas de Igualdade Racial (Copir); o Departamento de DST/AIDS e a Escola de Saúde Pública da Secretaria Estadual Saúde; da Secretaria Estadual da Cultura, da Secretaria Estadual de Educação, da Secretaria Estadual de Agricultura, da Coordenadoria Estadual da Mulher; da Sulgás, da CEEE, da CEASA, da Prefeitura de Santana do Livramento, da Secretaria Municipal de Saúde, de várias entidades da sociedade civil.

O CODENE faz um agradecimento especial a todos os artistas que abrilhantaram o evento e a OAB, ao CTG Princesa Isabel, ao Clube Farroupilha, a ABB e a Câmara Municipal de Livramento, que acolheram os visitantes.


12 Agosto 2009

SANTA CLARIDADE in memorium - 12 de agosto

“... sou a mineira gerreira, filha de Ogum com Yansã...”
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Capa do disco Clara Esperança, onde a cantora profetiza que um dia o Brasil terá um presidente negro


Clara Nunes foi a primeira mulher brasileira a ganhar visibilidade na mídia cantando ritmos dos cultos aos Orixás. O modo de vestir roupas brancas, de se enfeitar com balangandãs e berenguendéns, de rodar descalça e de entoar os sons de África a fizeram ícone da Música Popular Brasileira.

Clara Francisca Nunes Gonçalves nasceu em 12 de agosto de 1942, em Cedro(hoje Caetanópolis), distrito de Paraopeba/MG. Batizada na Igreja de Santo Antônio, seu nome lembra o da padroeira da Televisão, Santa Clara de Assis que morreu em 11 de agosto de 1253. A voz de Clara teve destaque no coral da Igreja Católica do bairro de Renascença de Belo Horizonte. Em 1960 venceu seu primeiro concurso como cantora: A Voz de Ouro ABC, em Minas Gerais. Teve programas na Rádio Inconfidência e TV Itacolomi, de Belo Horizonte, entre outras emissoras.

Em 1965, já no Rio de Janeiro, apresentava-se na TV Continental. Nas areias de Copacabana, identificou-se com as religiões de matriz africana. O primeiro disco foi A voz adorável de Clara Nunes (1966), pela Emi-Odeom. Ao longo da carreira, cantou sambas-canção, sambas enredo, partido-alto e ritmos afro-brasileiros.

Vários discos foram sucesso de vendagem como, por exemplo: Canto das três raças (1976), As forças da natureza (1977) e Guerreira (1978). Chico Buarque compôs Morena de Angola especialmente para Clara Nunes, faixa do disco Brasil mestiço (1980). Músicas como A Deusa dos Orixás e Tributo aos Orixás também fizeram sucesso. Seu último disco foi Nação (1982). Clara Nunes morreu em 02 de Abril 1983.

No Rio Grande do Sul, a Associação Clara Nunes, presidida por Alexandre Gabriel, preserva a memória da cantora e realiza um trabalho social com crianças e jovens da comunidade da Vila São Miguel, no Morro da Polícia de Porto Alegre. A associação também mantém a Biblioteca do Negro Maria Helena Vargas da Silveira”, na residência da Profa. Yvanilda Belegante, em Viamão/RS. www.associacaoclaranunes.ubbi.com.br. No município de Caçapava do Sul, há 18 anos, também existe um grupo de dança chamado "Clara Nunes".

Confira, abaixo, alguns trechos de músicas interpretadas por Clara Nunes:

DEUSA DOS ORIXÁS
Composição: Romildo/Toninho
(...)
Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar
Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar
Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar
Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar
(...)

TRIBUTO AOS ORIXÁS
Composição: Mauro Duarte / Noca / Rubem Tavares
(...)
Neste terreiro em festa
Entre mil adobás
Prestamos nosso tributo
Aos Orixás

Ao rei das matas : Okê bamboclim !
Ao vencedor das demandas : Guarumifá !
À cacarucaia dos Orixás : Saluba !
À grande guerreira da lei : Eparrei !

Nos rios e nas cachoeiras : Alodê !
Ao dono da pedreira : Caô,Caô !
À rainha do mar : Adofiaba mamãe !
E ao curandeiro das pestes : Atotô !

Agô-iê, Agô-iê, Agô
Mutumbá , Mutumbá
Pai maior,oni-babá!

(...)

MORENA DE ANGOLA
Composição:Chico Buarque

(...) Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
(...)

OBS: Pode-se encontrar a obra completa, em 16 CDs remasterizados, embalados em capas que reproduzem as originais (1997) ou no BOX CLARA NUNES, composto de 8 cd's contendo toda a sua obra + 1 cd Raridades (2004).

02 Julho 2009

Ministro da Seppir recebe gaúchos na II CONAPIR

Gaúchos reuniram-se com o ministro da Igualdade Racial, Édson Santos, durante a II CONAPIR (25 a 28 de junho/09). Na ocasição, a coordenadora da COPIR-RS, Sátira Machado, e representantes dos municípios de Santa Maria, Venâncio Aires, Santa Rosa, Montenegro, Osório, Passo Fundo, Gravataí, Pelotas e Porto Alegre dialogaram sobre a importância da promoção da igualdade e das ações afirmativas tornar-se políticas de Estado e não de governos específicos.

Na reunião, os representantes dos Clubes Sociais Negros convidaram o ministro da Seppir para visitar suas entidades no interior do Rio Grande do Sul, ficando acordada agenda para o segundo semestre de 2009. Além de valorizar os clubes, Édson Santos ressaltou a responsabilidade dos participantes da Conferência Nacional aprovarem propostas que realmente atendam as demandas sociais do povo brasileiro.

Durante o encontro, a coordenadora da Copir-RS entregou um ofício ao ministro agradecendo o apoio da Seppir ao Rio Grande do Sul e o documento escrito pela filha do escritor gaúcho Oliveira Silveira – poeta da consciência negra, onde Naiara Oliveira, através da Associação Negra de Cultura, solicita a parceria do Governo Federal na implantação da Casa de Cultura Oliveira Silveira em solo sul rio-grandense.

No decorrer da II Conferência de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília, a delegação gaúcha participou ativamente dos painéis e grupos de trabalho.

No eixo Educação, colaboraram com a proposta de assegurar o acesso e a permanência de alunos negros, ciganos e indígenas no ensino fundamental e médio, além da manutenção de cursinhos preparatórios para os cursos superiores, dando grande ênfase a implementação da lei 10.639/03 e 11.645/08.

No eixo Saúde, votaram pela obrigatoriedade do quesito raça e cor em todos os impressos oficiais da saúde e assistência social com o objetivo de monitorar estatisticamente o acesso das populações negra, indígena, cigana e quilombolas.

No eixo Trabalho foi pautada a inclusão de negros, índios, trabalhadores rurais, aposentados e pensionistas no acesso, principalmente, da seguridade especial junto à previdência.

No eixo Terra, os quilombolas e indígenas reivindicaram mais moradias, escolas, saúde e espaços para aplicação da cidadania.

No eixo Internacional, além dos embaixadores da África solicitarem o ensino da história dos africanos em toda a América Latina, a delegação palestina, em grande parte gaúcha, garantiu a sua visibilidade no Brasil.

No eixo Justiça, as comunidades tradicionais - negros, quilombolas, comunidades de terreiro, povos indígenas e ciganos – posicionaram-se pela reparação dos danos sofridos em razão do racismo no Brasil.

Durante toda a Conferência, a juventude negra, os comunicadores, as mulheres negras, os capoeiristas, e os demais representantes gaúchos impulsionaram os debates em vários grupos de trabalho. O relatório da II CONAPIR está previsto para sair em 90 dias.

29 Junho 2009

REVOLUÇÃO AFRO-BRASILEIRA: EM BUSCA DA IGUALDADE

escrito por Sátira Machado[1]

Você já percebeu que estamos vivenciando uma revolução, que impulsiona a igualdade? É a Revolução Afro-brasileira. Trata-se de um dos grandes acontecimentos sociais que vem marcando a superação do racismo pela promoção da diversidade no Brasil. Mesmo que invisibilizada pela grande mídia, ganha o reconhecimento internacional e repercute no mundo inteiro[2].

Considero o marco inicial a primeira evocação do Dia da Consciência Negra, que foi uma manifestação do movimento negro gaúcho em alusão ao revolucionário Zumbi dos Palmares. Aconteceu em Porto Alegre, em 1971, quando o dia 20 de novembro foi celebrado e amplamente divulgado pelo poeta negro gaúcho Oliveira Silveira, justamente no Ano Internacional para Ações de Combate ao Racismo e à Discriminação Racial (ONU).

Sem desconsiderar a anterior caminhada histórica dos afro-descendentes, de lá para cá muitas intervenções sociais impulsionaram a inclusão das negritudes nas brasilidades. Muitas delas, rompendo com os modelos tradicionais de análise do racismo, distantes do contexto nacional. Culminando com a criação da Fundação Cultural Palmares junto ao Ministério da Cultura em 1988, consolidando os ideais de Zumbi.

Para além das ondas de protestos nas ruas, como a Marcha Zumbi dos Palmares: contra o Racismo, pela Cidadania e a Vida (1995), os vanguardistas dessa revolução simbólica também usam o gingado, o sorriso, os ritmos, os cabelos crespos, as cores vivas, o cantarolar, o toque, os balangandãs e o axé para exigir direitos iguais para todos e sensibilizar para a paz.

Em 2001, mais um passo importante foi dado. A significativa participação da delegação brasileira na III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância Correlata (Durban – África do Sul) projetou-se no atual protagonismo do Brasil na execução de ações que materializam as recomendações de Durban, do ponto de vista do direito de ser “igual na diferença”, engrandecendo a América Latina e a África Negra.

Liderada pelos afro-brasileiros em movimento, a Revolução Afro-brasileira é regida pela busca da igualdade de oportunidades para todos no acesso aos bens materiais e imateriais da humanidade. Além de outras demandas, esse processo revolucionário vem relativizando o decadente privilégio da memória de alguns, colocando em seu lugar as reflexões sobre as relações étnico-raciais num país multicultural.

O clímax: a Lei 10.639/2003, resposta às reivindicações históricas do movimento social. A lei tem a co-autoria da ex-deputada gaúcha Esther Pillar Grossi, inclui a História e Cultura Afro-Brasileira e Africana no sistema de ensino e suas diretrizes de implantação tiveram a relatoria da gaúcha Profª Drª Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. Nasce também para solucionar a grave crise das identidades nacionais, que afetam o desenvolvimento sócio-econômico pleno do Brasil e potencializa várias outras ações afirmativas de promoção da igualdade para todos, principalmente para as etnias historicamente discriminadas.

Revolução institucionalizada em 2003, quando negros e negras, principalmente, assumem os governos brasileiros através da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial ligada ao Gabinete do Presidente da República, expandindo-se nos órgãos governamentais correlatos criados nos estados e municípios da federação.

A esses gestores governamentais, oriundos dos movimentos sociais, somam-se os aliados da igualdade de vários grupos: os judeus, os palestinos, os ciganos, os indígenas, entre outros de diversas etnias que também buscam o fim das desigualdades, num mutirão de implementação de políticas públicas em várias áreas sociais.

Nessa monta, há mais de 35 anos, em todo o território nacional as festas novembrinas do Dia Nacional de Consciência Negra enegrecem o país com exposições, festivais, convenções, etc. Formatam assim um movimento de reação crítica aos padrões que despersonalizam os brasileiros, provocando fortes reações de setores conservadores.

Então, por trazerem experiências inovadoras e originais que incorporam anseios de revitalização cultural e social do país, os anos de Revolução Afro-brasileira são dignos de um capítulo nos livros didáticos brasileiros, necessitando ser valorizada por nossa historiografia oficial, assim como a Semana de Arte Moderna, por exemplo.

[1] Professora, jornalista, doutoranda em comunicação.
[2] Entendo que os estudos sobre a Revolução Afro-brasileira compreendem em elencar vários aspectos da história social, econômica, educacional, cultural, religiosa, etc, que incluem os afro-descendentes no Brasil. Essa abordagem está sendo desenvolvida no meu processo de doutoramento. Sugestões para satira.jornalista@yahoo.com.br.

15 Junho 2009

Lei da História da África ganha Plano Nacional de Implementação

Está finalizado o Plano Nacional de Implementação da Lei nº 10.639, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e torna obrigatório o ensino de história e cultura da África e das populações negras brasileiras nas escolas de todo o país.

Desenvolvido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/ MEC), em parceria com a Subsecretaria de Políticas de Ação Afirmativa (SubAA/ SEPPIR), o Plano de Implementação incorpora as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorracias e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana nos sistemas de ensino brasileiro, compreendendo um público de 53 milhões de alunos e quase 3 milhões de professores.

O Plano prevê e enfatiza as diferentes responsabilidades do poderes executivos, dos legislativos e dos conselhos de educação municipais, estaduais e federal no processo, e trabalha na perspectiva de três ações principais: formação dos professores, produção do material didático e sensibilização dos gestores da educação.

O documento reafirma a importância da criação da Lei nº 10.639, em 2003, e relembra que durante a formulação da política educacional de implementação da lei, a SEPPIR e o MEC, em parceria, executaram uma série de ações afirmativas como o PROUNI, formação continuada de professores, publicação de material didático, realização de pesquisas, e a ampliação dos Núcleos de Estudos Afrobrasileiros (NEAB), entre outras.

Estão propostos seis eixos estratégicos: fortalecimento do marco legal; política de formação inicial e continuada; política de materiais didáticos e paradidáticos; gestão democrática e mecanismos de participação social; avaliação e monitoramento; e condições institucionais.

Os eixos visam institucionalizar a temática no Plano Nacional de Educação (PNE). Eles constituem as principais ações operacionais para a revisão da política curricular utilizando os mecanismos de controle social, como a aplicação de indicadores que permitam o aprimoramento das políticas de promoção da igualdade na educação. O documento determina ainda as responsabilidades dos governos federal, estaduais e municipais, bem como de seus órgãos e instituições de educação.

Educação Quilombola – Um aspecto de destaque são as ações específicas para garantir o acesso à educação em comunidades remanescentes de quilombos considerando o processo histórico e cultural quilombola. Para a implementação de ações nessas áreas será necessário o levantamento das condições estruturais e pedagógicas das escolas localizadas nas comunidades. O documento também prevê a construção e ampliação da rede física escolar, a capacitação de gestores locais para atender as áreas quilombolas, a formação continuada de profissionais de educação que atuem nessas comunidades, e a disponibilizarão de materiais didáticos específicos.

Comunicação Social da SEPPIR/ PR